quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Outra Graça

Pega em mim, forte,
E me leva de volta.
Sentido horário,
Quando sua mulher estiver pra chegar.

Indo pra casa é melhor fumar
Dois ou três, aquele alivio já não tem mais hora,
Outrora frio de ser pego
Já é outra graça.

Dura pouco tempo,
Um tempo que parece muito.
Raro,
O caso é inafiançável...

                                  Alexx Albert

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Uma Dinamite

Minhas inspirações,
Minhas condições teóricas,
Verborrágicas,
Frenéticas
Estéticas
E até estáticas.
Meu traço e minha borracha que me permite!
Uma letra é um desenho tão formidável
Que se eu sair do limite
Mudo de pato para rato
Num instante de grafite...
Tai a Inspiração estourando de novo uma Dinamite.

                                                             Alexx Albert

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Vias

Vagam Vagabundos Vacilantes
Vadiando Pelas Vias.
Pelas Pontes, Viadutos,
Vestem Vacinas "Anti-Dia-a-Dia".
Partes Há Vácuos, Vagas,
Partes Vendem Vaga-lumes,
Ofertas de Vaidosas Vaginas Vandalizadas e Valentes.
Partes Valiosos Grafites Vanguardistas
Vias, Valas, Vaias, Valetas, Vielas,
Às Vezes Vazias às Vinte e Duas Horas;
E a Vastidão que a falta do Sol Vampiriza,
Faz a Varredura dos Viventes,
E a Via é Vedada, da Vasta Vida.

                        Alexx Albert

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Quando Chove

Quando chove
Meu amigo Moreira
Tudo é lama.
O asfalto se faz barro
Pelo canteiro,
Centro,
"Ex-grama".
Os pés
Se possível lama,
Atolados no chão de casa.
Os pinheiros ficam moles de terra e raiz
Molhadas;
Mas uma coisa quando chove
É praia meu amigo Moreira,
Lá tudo sempre
É Mar e Areia...

                         Alexx Albert

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Rota

Essa vista de todo o dia
À caminho
A Praia
Que Prazer
Os Surfistas
E suas Ondas Naturais
As bundas "Assaúvadas"
Das meninas Bronzeadas
Que Saúde
Quando um movimento súbito
A curva da rota em janeiro
Faz o Rio livrar-me do Recreio
De minhas faculdades Mentais

                                      Alexx Albert

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

"Feito Namorados" ou "Sobre o Amor Amigo"











Há tempos para todos os gostos.
Há tempos para se gastar os minutos,
Para sermos segundos,
Para estarmos horas a fundo,
Para sonhar com futuros,
Para fazermos de um pouco tempo 
Um instante de segundo eterno,
Intenso.

Há tempos em que não temos nada a não ser pensamentos.
Há tempos em que a saudade aperta ,
E queria eu estar ao seu lado num momento de Aniversário.
O melhor tempo que lembro 
É o que passei brigando contigo 
Pra descobrir que Amor é isso;
Pois quando brigamos é feito namorados,
É compromisso...

                                                   à Claudia Haeser
                                                Alexx Albert

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Subentendido

O meu poema marítimo
Não tem nada escondido nas entrelinhas;
-Não procures!
Eu já disse que nada tem por debaixo
Dessas ondas 
Que seja subentendido
A não ser o gosto de palavras bonitas...

-Até quando uma onda apague o caminho escrito!

                                      Alexx Albert

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Lápis Preto



Lápis Preto que Contorna na Folha.

O Risco do Grafite que se torna Letras,
Letras que se Transformam em Palavras

Lápis Preto na mão Calejada de um 
Violonista, poeta e Cantor.
Que dispõe o Seu Amor
Em Curtos Versos Castos
E que Demonstra num verso Inato
Que seu Amor Vive dos Saltos.
Melodia, 
Malha, 
Sapatilhas,
Seu amor é Uma Rosa Bailarina,
Que vive a Dançar na Vida
E Longe dele Está.

Lápis Preto Detalha :
Moça foi pra Europa,
Não se sabe Se Volta, e nas Rimas,
Lápis Preto Entorta...
Assim, Letras Já Tremulas Vão
Mostrar uma Saudade Sentimental,
E a estrofe se acaba Aguada,
Em um Ponto Final...
                                          
                                  Alexx Albert

terça-feira, 10 de setembro de 2013

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Memória Memorial

Já tinha esperado muito mais que o atraso
Já tinha esperado a semana
o tempo
o vento
a coluna
o trabalho 
a esperança de ver de novo

Já tinha esperado mais que um café amargo

Já estava sentado mais do que devia
um memorial
o hotel
outro café
um cigarro
a espera
o primeiro chopp da noite fria


E quando chegado, calado,

O vento balançou as fitas presas e adesivas

Nosso primeiro dia de fim de Vida

                                                            Alexx Albert

sábado, 31 de agosto de 2013

Lapa


...e a Noite rola Mar adentro,

as ondas rolam Rua afora...

                                                     Alexx Albert

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Povo Triste

Eu pensei que o povo era triste,
Mas o povo é feliz,
Na sexta feira,
Na saia, sandália,
Vestido,
No Jeans,
Sapato,
Ou até Chinelo.
O povo é realmente um mistério.


Enchendo os canecos,

brindam o dia da semana quinta,
Pois já é quase Sexta feira.
É verdade,
Eu acho esse povo um esquema:
Porque Na quarta feira
É sempre sofá ou cinema
Namoro ou Sexo
Sem Critérios.


Eu pensei que o povo era triste,

Mas é feliz!
Porque na Terça feira
Já aceitou a Semana
Um dia a menos,
Uma hora a menos,
Quarentena...
Eu pensei que o Povo era Triste,
Mas era Segunda Feira.


                              Alexx Albert