sexta-feira, 15 de julho de 2011

Poesia Primeira de Estrabismo


os papéis riscados e as canetas tinteiras
mandam na vida de um jeito diferente
porque ser diferente é mandar na vida
hoje em dia, nas hora tolas
e nos momentos mais insolentes,

como quando ventam nas janelas abertas,
nos papéis das cartas e nas cortinas,
e voam estes levando um pouco da alma
para a lua
ou simplesmente lá pra fora
trazendo-me pelo vento e pela lente
os teus sorrisos e expressões tortas
todas faces naturais e não impostas
que faziam me feliz por estar
participando daquela tolice, que de tão tola
e de tanta distancia
era um quase sufoco de trocas reciprocas
de besteiras infantis e aflitas
para tentar saber um pouquinho mais dos nossos destinos
apenas por mensagens ou telefonemas

e embora ele saiba que pode recitar os poemas
eu sei que ele pode ser melhor
e embora ele teime em dizer normal
eu sei que o estrabismo no olhar
não faz diferença na vista dele
nem na minha
ou na importância de se saber
se é verso ou é poesia
as cartas vazias que ele lança nos olhos
nas cortinas e nas lentes finas das retinas dos meus olhos
que refletem você nessas imagens que guardo
e planto quaisquer enormes ou sementes menores
mil e eu tipos de folhagens,
mil e um tipos de vc...
e o q será agora???
e como será amanha???
Será que te levaria pra casa???
será que descobriria todas as suas máscaras??
e será que você as tem???
Não sei
Mas como força maior que resguarda,
naquela noite apunhalada,
depois de mais uma sessão de câmeras reservadas
as palavras vem depois de já teres ido embora
e me deixa-as assim...e deixa-me assim...
terminaram-se os dias de folga
e aquela segunda feira tão esperada chegou
No fim das contas
acho que ele repetiu piadas que fez com sucesso ontem
e eu achei-as idiotas...
                                                             Alexx Albert

domingo, 3 de julho de 2011

Inspirção


Eu Queria que Alguma coisa Fosse Interessante para se Escrever
Mas te Lembro Pelas Próprias Pernas,
Entreveiro de se Ler,
Sobre todas as Coisas Que Não Podem ser Lembradas.


Aí, Tenho Dito em Poucas Casas
Que a Vitória de Tudo é ser Alguém que Vai Te Levar Consigo.
Eu Te quero Assim Como Estou
Envolto em Solto Véu de Paraíso

Onde o Próprio Tempo é tudo Aquilo,
Mero Interesse de qualquer Coisa de Ler
Que fosse Interessante Para se Escrever...


                                                                   Alexx Albert

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um Anjo


As Asas,
Como é Belo o Voo do Pássaro.
Me disseram que Você tinha Asas,
Mas Você Não Voa!!!
Você é pequeno Mas Não é Pássaro.
Você é Meu Pequeno, tem asas,
E no entanto quem voa sou eu,
A cada espaço de tempo,
A cada intervalo pequeno,
A cada segundo que a mente transborda
Longas Lembranças serenas
Só pra te Ver um Bocado
Só pra enrolar nos meu braços
Uma abraço Seu

                      Alexx Albert

sábado, 18 de junho de 2011

Óinhus





Ah, meu Bem...
à essas Hora, meu Óinhus,  tão Cansado,
Pode vê os Farrapo di eu
Perto da Beleza di Tu


Que eu Queria ser Belo
Só pra Ti Gosta di ieu
Como ieu gosta di tu


Porque eu recramo o Azar,
às onde eu fui Parar,
E agora eu vai  Luta pra num drumi
Porque meus óinhu num pode Mais Sorri...


Mas num faz mal, porque tu sorri pra ieu
E é essa beleza que ieu  digo,
Que ressarto a sorte de drumi nos teus viço...


                                                             Alexx Albert

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fabricante de Poltronas



Sim!!!
Está calor!!!
Ele esta em pé aos nossos lados!!!
Eu fui até lá pela manhã
Naquele vermelho
Meio grande, meio pequeno
 e ele se recolheu.
Eu estava gelado e minhas mãos queriam pegá-lo,
Queriam leva-lo de lá,
E ele não foi! Não porque não devia
Nem pela falta de autonomia...
Mas eu fui.
E embora quisesse trazê-lo,
Eu cheguei em casa e caí,
Na cama,
No meu zelo.
Eu não me lembro,
Eu tentei desfazer-me das roupas
Pelo calor que talvez senti nos meus pelos
 E não consegui.
Parti prum sonho de neves
Onde tudo era frio, como você deve ser,
Gastando sua vil verborragia,
Gastando as suas palavras frias,
E na hora de acordar sozinho
Eu percebi a presença vadia
Do calor que estava ali tranquilo
E ele eh frio, como você deve ser...
Mas então, ele veio atras!!!
Com as caras,
As bocas,
O teatro,
As suas palavras de enxofre e inferno,
E nem que a morte saísse lá de cima,
Eu poderia saber se alguma coisa foi levada a sério
Nessas noites de impropério e poesia...

Ah,eu tenho a desconfiança de que contigo nada pode ser assim tão Certo
Mas eh bom te ter num sonho em vão, 
E eh bom te ter por perto...

Alexx Albert

Poeta Romântico


Quando eu Vejo a Tarde Indo Embora
Estrela Aparecendo
Esqueço tudo o que Eu ia Dizer
Pequena Lira
Sem Rima

Volto Pr'onde Eu Estava Outrora
Canto Calmo, Ermo
E ali Tremo
Compondo um Último Adeus
Na Noite Fria
Sombria

Vão Saber que Morri Poeta Romântico

                                 Alexx Albert

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Branco no Preto





Temos uma leve suspeita daquilo
e agora que sua infância ja passou
Te faço homenagens a tolerância
e as arrogâncias consigo escutar.
Aniquilo,
e quando dizes que ficará quieto
e não falará naquele dia
Pra não estragar o momento belo
É porque queres melhorar as relações.
Que relações são essas??

As canetas estão vazando nos lençóis 
E estão perdidas nas cobertas
Tentando diagnosticar e escrever frases...
As frases, já essas, são todas manchadas
Incompreendidas e incertas,
e veja comigo se faz algum sentido
Discutirmos se daria certo ou não
O que queremos saber
Sobre essa relação.

Afinal de contas,
Que relação eh essa que destrói as estimas?
Onde estão as contas que prestamos um ao outro
Das nossas velhas vidas?
Deixemos de ser loucos 
e vamos nos encontrar daqui a pouco
Você leva sua cor e eu levo a minha falta dela
Vamos medir as nossas vidas pra saber se alguma delas ainda presta
e depois disso vamos criar algo concreto
Eu te levo pra debaixo do meu teto
e começamos o falo sim, falo não
Começamos a colocar em discussão
Se tudo isso vale a pena.
Pensa.
Não sabemos.
Só teremos certeza daqui a dois ou meses três
Se o tempo teria sido o certo.
Aí, teremos criado um coração
Que já não mais o queremos concreto
Queremos macio, quentinho e eterno...

                                   Alexx Albert

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Depois das Brasas





Eu preciso de ajuda!!!
Eu acho que preciso de ajuda
Porque quando estive a última vez no café
Pedindo um pingado ou um cortado,
Não lembro,
Eu lembrei de quando pequeno
E com o fígado ainda doendo
Da noite anterior
Esqueci de pensar e lembrar
O anterior da noite que passou em súbitos extremos.
Por que é que eu não lembro?

A garçonete, A barista,
O papo dos velhos das manchetes
Dos jornais, Das esquinas
Eu tinha uma lembrança resquícia de tudo aquilo
De ontem.
De pequeno,
De criança,
De desenhos
Mas e ontem?? E o postremo??
E o café?? E o solfejo??

Eu lembrei do sair de casa
Dos 25 anos de Goulart
De pousar na cama
De Marte 
Do primeiro sexo
Da formatura
Das cláusulas,
Da fumaça dos cigarros,
Dos cigarros em bitucas
Das leis mais oriundas

Caso:
Dizem ser advogado,
(Eu),
Sim, isso eu lembro
Eu conheço tanta gente,
Nossa!
É preciso parar um pouco de beber
E tentar puxar na memória.
Será preciso uma prova, um curso 
Pra não deixar minha mente falhar??
Será que eu ainda sei nadar???
Será sempre assim Intermitente???

Lembrei!!!
O pingado estava quente!!!

                                                                                            Alexx Albert

Brasas



Os Barracos da Favela Incendiavam
E as Mulheres Socorriam as Crianças
Enquanto na Rua: Av. Número Cinco
Um Café era Bebido por Lúcio Obino,
Sem Saber de Nada. Nem por Cheiro, nem Palavra
Até Aproximadamente às Sete da Noite,
Ou da Tarde,
Até Chegar na Cidade e Perceber
Que o Pouco que Ele Tinha Havia se Perdido
E Já Faziam Duas Horas


O Que Fazer???
-Voltar ao Centro,
Pegar a Mesma Avenida
Entrar no "Café Estrebaria"
pela decoração rural em couros e vacas,
E depois de Acender um Cigarro,
Pedir um Café Quente, "Em Brasas"...


                                    Alexx Albert

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Hora da Descoberta


Se há coisas que não podemos explicar
Ou saber como se vai
A Vida de Um, d'um outro amar.
Se a pupila se contrai
E o Tempo é que desfaz
Toda a nossa vida
Ou refaz, ou somente faz
Ser assim ou assado,
Meu amor,
Não deixe de sonhar, não deixe de pensar
Se o que move o seu olhar
É um sonho de ninar
Deixe que cada um Se vá.
Na hora certa, da descoberta,
De que morrer não é Partir,
É chegar.

                                                                                         Alexx Albert 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Todo Pescador



Todo pescador que conheço
É um Tanto romântico

Talvez pela esperança
Das malhas em dança,
Das ondas que lavas
E da morena que espera

Sempre com os pés na areia
Sempre com o filho no colo
E a força, nos olhos, do solo
Procurando de longe
As bóias do mar em cânticos.

Todo Pescador que conheço
É um tanto romântico... 
                                               
                                                                                                    Alexx Albert

terça-feira, 5 de abril de 2011

Legumes Descascados


Mesmo que sejas um só sonido
os legumes foram descascados já
eles temem murchar no ar
oxidar em rugas, 
rumar ao podre
mesmo que seja só por um instinto
a idade chega por seu ofício
e tudo que podes marcar na tábua de suas carnes
pode ter fundamento imortal em base
de que daqui a tanto tempo terá lembranças de falecidos,
de legumes descascados ,
e da tua pele sem mais seu viço...

Alexx Albert                                     .