sábado, 17 de setembro de 2011

Pelas nossas "Xanas"


Quantas xícaras pretas
Passarão na minha vida até eu
chegar nessa?

Quantos amores arredios e
Frascos, analgésicos,
Quantas luzes de mistério e sexo?

Quantos partos Sofridos
De filhos enrustidos?
Quantos desejos escondidos eles hão de ter,
Assim como meus erros partidos?

Ela me disse uma Vez
Das criações desses ciclos
Desses moços intrometidos
Que se escondem nos ouvidos...

Ela me disse também,
Que essas vozes profanas
Não passarão nunca, e de forma alguma,
Pelas Nossas "Xanas"...

                                                                          Alexx Albert

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Rainha Entrelaçada


quero tomar chá das cinco com a rainha do terraço
lá a presença dela eh segura
a vista eh profunda
ela não tem daqueles ataques de esnobismo
nem distrata as classes quem lhe dividem
pois perigam se atirar la de cima num suicídio coletivo

quero tomar chá das cinco com a rainha menina
quero que ela me mostre uma poesia
a preferida,
que me desenhe um modelo todo em fitas
quero que ela borde frases sem sentido de escrita
tomando chá em sua porcelana e xícara

quero tomar chá das cinco com rainha das vaidosas
pode ser um modo inesperado
como panturrilhas tatuadas
pode ser com o amor e o buquê em suas taças
pode ate ser na madrugada quando ela caminha pelas manhãs
levando os ébrios em suas casas..

pode ser na divisão lateral
do seu cabelo natural e ondulado
pode ser na artimanha de menina travessa
que sabe mostrar os dias em que odeia as coisas
e que eh a dona
de um sorriso
que destrói todos os caretas!!!

quero tomar chá das cinco com a rainha de condão
que é uma fada, uma bruxa,um moleque brincalhão
e que assim como eu
trabalha com o poder de criação
que nesse veio em meio aos desenhos
recorta páginas,
barulho ,
algodão,
anseios e coração,
e veste as pessoas por entre seus dedos...

para casa um certo dia eu fui levado
numa manhã insana,
de sol e teor alcoólico elevado
e como se já não o fosse
tornei-me grato
e súdito de todo esse reinado...

                                               Alexx Albert

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Morfinas




Preciso de um anti caspa, um Anti fungos
Qualquer coisa que seja melhor
Que qualquer coisa melhor que os imundos
Como assim um pesticida, um odor de naftalina
Uma mulher que está ferida precisa da nossa ajuda.
Uma psicologia, um exame de miocardite,
E nós não temos uma aspirina, um estetoscópio
Nada!
Nós não temos nem um protótipo de um novo medicamento
Que tape esse unguento dessa moça
Que mostre um novo rumo pra essa poça escorrer

Ela tinha o queria ali
Uma mulher está ferida e nós precisamos tirá-la dessa avenida
Ela tinha um bisturi, um pulso e um bolso
Pra guardar e despejar os congestionamentos e desgostos
Daquela rua imunda
E pra que?? Pra que deitar na sarjeta, no esgoto,
Quando a gente tem alguém ao lado pra mostrar
Algum motivo novo??
Pra que ir embora, quando se pedem pra ficar??

Um pesticida, uma aspirina, um anti fungos, uma pomada velha,
Uma Morfina, pelo Amor de Deus...
Pra mim...não pra Ela

                                                          Alexx Albert

"Cúmplices da Vida" ou "Aos meus Irmãos"


Aos meus irmãos,
aqueles que tenho no Sangue e no coração
faço por tudo!!!
Aos meus irmãos que não presto
e que quando contesto, choram comigo:
sonho a beleza para vós!!!

Aos meus irmãos que fazem terapia em conjunto
eu deixo de ter sobretudo um orgulho
e aconselho, sou aconselhado,
mesmo que nas noites de jantas e de tragos
nada que se fale é válido...ainda assim,
a presença é um copo raso,
que vós não cansais de encher...

Aos meus irmãos que me pedem um cigarro,
Que saem na madrugada em busca de bebida,
que bebem na chuva, que exaltam a vida,
aos meus irmãos que sonham um desejo bom
à vós eu devo muito mais que uma mão,
eu oferto aos meus cúmplices da vida
o coração
onde vós achastes um cantinho secreto
e eu entrego a minha vida
nesse tesão mais completo que o sexo!

À vós o meu amor é eterno...

                                                          
                                                            Dedico aos meus irmãos da Vida!!!
                                                                                                 Alexx Albert

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Como se Nada Tivesse Acontecido


Um USB perdido em meio ao colorido,
E quando digo, perco vinte minutos procurando...
Se o acho, ainda é de bom grado, 
Passar as músicas que Canto
Para o Pen-drive que também não encontro!
Acho que eu deveria parar de escrever,
E começar a organizar o que busco entender...

                                                             Alexx Albert

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ninho de mãos


Meu amor por você
São as eternas Saudades que sinto,
Desde que foste embora.
Quando logo na primeira das horas,
Anotei em um bloco de notas
Os dias que faltavam pra lhe ver,
As frases que não pude lhe dizer,
E as notas que deste som te Soprarei...

Minha dor é saber,
Sobre todos os defeitos existentes,
Não valerem mais
Que apenas um sorriso envolvente,
Que uma bebida trocada quando estamos quentes
Que um carinho desse teu olhar indecente...

Se eu Pudesse
Eu Nasceria de você,
Eu sopraria seus olhos,
E apertaria suas mãos nas minhas mãos
Pra criar dentro delas o nosso Coração...

                                                         Alexx Albert

terça-feira, 6 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Deitados

Talvez todas as mentiras de um minuto
Não caibam na sortida saliva,
E por mais palpável que for a língua
Não cabem num fechar de olhos 
De segundos


                    Alexx Albert

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma Semana


Faz de Conta
Que essa Doce Lembrança
Não me esteja cortando.
Que esse choro, esse pranto,
Faz de conta seja Alegria,
Que o que eu sempre Queria
Achei nas Suas Palavras sem Rima,
Na breve Relação de Prosa e Poesia
Que a gente Fez em Tão Rápida Agonia.

De ter Desavença antes de Amor,
E Ter no Teu sorriso o Fulgor
Que desabrocha o meu Sorriso
E que Mostra o Caminho do Paraíso
Aqui Mesmo na Terra,
Aqui mesmo onde o tempo Leva
E concreta a Clara Visão de que Eras
Para Mim, Sempre a beleza Terna.

Porque Foste Tu a minha melhor Semana,
Porque foste Tu o curto tormento,
O breve Sentimento Que Paira Até Hoje
Abrupto e Repente.
Prodigiosamente posta na Semana
Onde tudo Passou
Menos os Arranhões nas Minhas Costas.

                                                Alexx Albert

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Para Doar

Meu único arrependimento
é não ter te apresentado à praia
te mostrado a realidade do infinito
que se chama mar,
e só assim você saberia,
tal qual o mar,
o meu sentimento é grandioso
e mesmo que infinito
pode-se chegar a lugares lindos
num horizonte infindo
num por-do-sol sem riscos

domingo, 7 de agosto de 2011

Sem janelas


Não se vê a hora,
De teus belos lábios e teu adorados caninos
Morderem meus lábios ávidos
E num envolto ancorado abraço
Esse beijo enlaçado
Despontar-se em luz de minh'alma
Holofote do farol nas águas
Desse beijo em eternidade...

Aí digo em contorno sugestivo
Que és o ar e eu cata-vento,
Que eu preciso do seu movimento
Pr'eu poder girar e completar a volta
Até a próxima dose oscular

À qual eu poderia dissertar
eu poderia discernir
De qualquer outro beijo,
Que, maduro ou em fase de crescimento,
Viesse acometer minha boca
Em busca de almejo,
Em busca de sexo,
Em busca de qualquer contentamento
Que não sei porque em mim, se encontra anexo

E no meio dessa reflexão,
Desse turbilhão de ideais e idéias
Outro beijo rouba o pensamento.
Idiota de ficar pensando:
Por que penso?
Se em quinze ou dez segundos o beijo leva
Toda a inteligencia pr'um cantinho fraco,
Sem coragem
E sem Janelas...

                                                                                  Alexx Albert

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Artista Mundano





















Talvez se eu te Pegasse por aí
Passaria adiante
Tomaria Conta apenas da Cama,
Da Cana, da Conta
De domar a Libido
E Largar aos Mosquitos
O que Restou do Meu Circo.

E Eu, Torcendo ao Ofício,
Riso por Riso,
Passaria despercebido pela Perfeição
Dos teus Pés, do teu Corpo,
E queimaria de Novo
a Garganta em Cana
Como o Riso, Pouco por pouco.

E Calando por mais um Partir,
Eu fosse só, Talvez.
Ate que a Tenda desarmasse,
E Eu ficasse só em Maquilagem
Derretida e Engraçada,
Até que eu Lembrasse da Risada,
O Quão Verdadeira, Pude Dar.

                                       Alexx Albert