domingo, 7 de agosto de 2011

Sem janelas


Não se vê a hora,
De teus belos lábios e teu adorados caninos
Morderem meus lábios ávidos
E num envolto ancorado abraço
Esse beijo enlaçado
Despontar-se em luz de minh'alma
Holofote do farol nas águas
Desse beijo em eternidade...

Aí digo em contorno sugestivo
Que és o ar e eu cata-vento,
Que eu preciso do seu movimento
Pr'eu poder girar e completar a volta
Até a próxima dose oscular

À qual eu poderia dissertar
eu poderia discernir
De qualquer outro beijo,
Que, maduro ou em fase de crescimento,
Viesse acometer minha boca
Em busca de almejo,
Em busca de sexo,
Em busca de qualquer contentamento
Que não sei porque em mim, se encontra anexo

E no meio dessa reflexão,
Desse turbilhão de ideais e idéias
Outro beijo rouba o pensamento.
Idiota de ficar pensando:
Por que penso?
Se em quinze ou dez segundos o beijo leva
Toda a inteligencia pr'um cantinho fraco,
Sem coragem
E sem Janelas...

                                                                                  Alexx Albert

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Artista Mundano





















Talvez se eu te Pegasse por aí
Passaria adiante
Tomaria Conta apenas da Cama,
Da Cana, da Conta
De domar a Libido
E Largar aos Mosquitos
O que Restou do Meu Circo.

E Eu, Torcendo ao Ofício,
Riso por Riso,
Passaria despercebido pela Perfeição
Dos teus Pés, do teu Corpo,
E queimaria de Novo
a Garganta em Cana
Como o Riso, Pouco por pouco.

E Calando por mais um Partir,
Eu fosse só, Talvez.
Ate que a Tenda desarmasse,
E Eu ficasse só em Maquilagem
Derretida e Engraçada,
Até que eu Lembrasse da Risada,
O Quão Verdadeira, Pude Dar.

                                       Alexx Albert

terça-feira, 26 de julho de 2011

Um Outro


Escuro,
Pr'eu pensar nos riscos :
Dois corpos não podem ser só isso...
Olhos Claros, 
A fonte dos líricos sabores.
da volta à volta:
Ah, se as incertezas regressassem
viveria eu da noite...
Mas dois corpos não podem ser só isso!
Esse emaranhado de tanto gosto e pouco senso,
E é disso que não contento:

Eu perderia livros,
Não explicaria teses...
Porém diria sim ao amor resíduo,
Que marcou destinos,
Ao amor de forma e cheiro.
Tu amarias amar!
Eu amaria amar!
A dose certa de sono e fala,
O sangue marcado nas costas.
Mas alguns tem mais sorte que outros,
E eu não sou algum
Sempre fui "um outro"...


                                                       Alexx Albert

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Buscador de Alternativa



Estou a horas procurando um cinzeiro,
e não acho.
Estou a horas procurando.
Estou procurando horas no meu cinzeiro,
E não acho.

Ja deixei mais vida no cinzeiro que na cama.
Já deixei mais cama de lado,
Do que fumo no meu quarto,
Já deixei horas passarem 
Procurando o meu Cinzeiro.

Já Deixei tempo demais no meu cinzeiro,
Não deixei a vida em paz com poucos ermos,
Já deixei de emocionar os velhos Bêbados,
Tão Pequenos em fumaças finas,
Já deixei de fazê-los sorrirem feito Meninas.

Estou Procurando no meu cinzeiro vida,
Estou queimando a vida lentamente como um cigarro aceso,
E era como se o cinzeiro cheio
Me deixasse sem alternativa,
De supor algum palpite ou saída,
Para repousar as minhas cinzas.

As minhas Cinzas,
As minhas Vidas
e o meu cinzeiro,
Cheio...

              
Alexx Albert

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mãos de Rei


Eu não sei escrever as coisas que gostas
nem dizer os amores que sinto,
Mas de leve sei tocar nas tuas costas
Como as correntes das tuas aguas

Diga à vida que aqui eu sei
Que as tuas terras tem rios
Mas não as mãos do teu rei...

                  Alexx Albert

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Poesia Primeira de Estrabismo


os papéis riscados e as canetas tinteiras
mandam na vida de um jeito diferente
porque ser diferente é mandar na vida
hoje em dia, nas hora tolas
e nos momentos mais insolentes,

como quando ventam nas janelas abertas,
nos papéis das cartas e nas cortinas,
e voam estes levando um pouco da alma
para a lua
ou simplesmente lá pra fora
trazendo-me pelo vento e pela lente
os teus sorrisos e expressões tortas
todas faces naturais e não impostas
que faziam me feliz por estar
participando daquela tolice, que de tão tola
e de tanta distancia
era um quase sufoco de trocas reciprocas
de besteiras infantis e aflitas
para tentar saber um pouquinho mais dos nossos destinos
apenas por mensagens ou telefonemas

e embora ele saiba que pode recitar os poemas
eu sei que ele pode ser melhor
e embora ele teime em dizer normal
eu sei que o estrabismo no olhar
não faz diferença na vista dele
nem na minha
ou na importância de se saber
se é verso ou é poesia
as cartas vazias que ele lança nos olhos
nas cortinas e nas lentes finas das retinas dos meus olhos
que refletem você nessas imagens que guardo
e planto quaisquer enormes ou sementes menores
mil e eu tipos de folhagens,
mil e um tipos de vc...
e o q será agora???
e como será amanha???
Será que te levaria pra casa???
será que descobriria todas as suas máscaras??
e será que você as tem???
Não sei
Mas como força maior que resguarda,
naquela noite apunhalada,
depois de mais uma sessão de câmeras reservadas
as palavras vem depois de já teres ido embora
e me deixa-as assim...e deixa-me assim...
terminaram-se os dias de folga
e aquela segunda feira tão esperada chegou
No fim das contas
acho que ele repetiu piadas que fez com sucesso ontem
e eu achei-as idiotas...
                                                             Alexx Albert

domingo, 3 de julho de 2011

Inspirção


Eu Queria que Alguma coisa Fosse Interessante para se Escrever
Mas te Lembro Pelas Próprias Pernas,
Entreveiro de se Ler,
Sobre todas as Coisas Que Não Podem ser Lembradas.


Aí, Tenho Dito em Poucas Casas
Que a Vitória de Tudo é ser Alguém que Vai Te Levar Consigo.
Eu Te quero Assim Como Estou
Envolto em Solto Véu de Paraíso

Onde o Próprio Tempo é tudo Aquilo,
Mero Interesse de qualquer Coisa de Ler
Que fosse Interessante Para se Escrever...


                                                                   Alexx Albert

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um Anjo


As Asas,
Como é Belo o Voo do Pássaro.
Me disseram que Você tinha Asas,
Mas Você Não Voa!!!
Você é pequeno Mas Não é Pássaro.
Você é Meu Pequeno, tem asas,
E no entanto quem voa sou eu,
A cada espaço de tempo,
A cada intervalo pequeno,
A cada segundo que a mente transborda
Longas Lembranças serenas
Só pra te Ver um Bocado
Só pra enrolar nos meu braços
Uma abraço Seu

                      Alexx Albert

sábado, 18 de junho de 2011

Óinhus





Ah, meu Bem...
à essas Hora, meu Óinhus,  tão Cansado,
Pode vê os Farrapo di eu
Perto da Beleza di Tu


Que eu Queria ser Belo
Só pra Ti Gosta di ieu
Como ieu gosta di tu


Porque eu recramo o Azar,
às onde eu fui Parar,
E agora eu vai  Luta pra num drumi
Porque meus óinhu num pode Mais Sorri...


Mas num faz mal, porque tu sorri pra ieu
E é essa beleza que ieu  digo,
Que ressarto a sorte de drumi nos teus viço...


                                                             Alexx Albert

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Fabricante de Poltronas



Sim!!!
Está calor!!!
Ele esta em pé aos nossos lados!!!
Eu fui até lá pela manhã
Naquele vermelho
Meio grande, meio pequeno
 e ele se recolheu.
Eu estava gelado e minhas mãos queriam pegá-lo,
Queriam leva-lo de lá,
E ele não foi! Não porque não devia
Nem pela falta de autonomia...
Mas eu fui.
E embora quisesse trazê-lo,
Eu cheguei em casa e caí,
Na cama,
No meu zelo.
Eu não me lembro,
Eu tentei desfazer-me das roupas
Pelo calor que talvez senti nos meus pelos
 E não consegui.
Parti prum sonho de neves
Onde tudo era frio, como você deve ser,
Gastando sua vil verborragia,
Gastando as suas palavras frias,
E na hora de acordar sozinho
Eu percebi a presença vadia
Do calor que estava ali tranquilo
E ele eh frio, como você deve ser...
Mas então, ele veio atras!!!
Com as caras,
As bocas,
O teatro,
As suas palavras de enxofre e inferno,
E nem que a morte saísse lá de cima,
Eu poderia saber se alguma coisa foi levada a sério
Nessas noites de impropério e poesia...

Ah,eu tenho a desconfiança de que contigo nada pode ser assim tão Certo
Mas eh bom te ter num sonho em vão, 
E eh bom te ter por perto...

Alexx Albert

Poeta Romântico


Quando eu Vejo a Tarde Indo Embora
Estrela Aparecendo
Esqueço tudo o que Eu ia Dizer
Pequena Lira
Sem Rima

Volto Pr'onde Eu Estava Outrora
Canto Calmo, Ermo
E ali Tremo
Compondo um Último Adeus
Na Noite Fria
Sombria

Vão Saber que Morri Poeta Romântico

                                 Alexx Albert

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Branco no Preto





Temos uma leve suspeita daquilo
e agora que sua infância ja passou
Te faço homenagens a tolerância
e as arrogâncias consigo escutar.
Aniquilo,
e quando dizes que ficará quieto
e não falará naquele dia
Pra não estragar o momento belo
É porque queres melhorar as relações.
Que relações são essas??

As canetas estão vazando nos lençóis 
E estão perdidas nas cobertas
Tentando diagnosticar e escrever frases...
As frases, já essas, são todas manchadas
Incompreendidas e incertas,
e veja comigo se faz algum sentido
Discutirmos se daria certo ou não
O que queremos saber
Sobre essa relação.

Afinal de contas,
Que relação eh essa que destrói as estimas?
Onde estão as contas que prestamos um ao outro
Das nossas velhas vidas?
Deixemos de ser loucos 
e vamos nos encontrar daqui a pouco
Você leva sua cor e eu levo a minha falta dela
Vamos medir as nossas vidas pra saber se alguma delas ainda presta
e depois disso vamos criar algo concreto
Eu te levo pra debaixo do meu teto
e começamos o falo sim, falo não
Começamos a colocar em discussão
Se tudo isso vale a pena.
Pensa.
Não sabemos.
Só teremos certeza daqui a dois ou meses três
Se o tempo teria sido o certo.
Aí, teremos criado um coração
Que já não mais o queremos concreto
Queremos macio, quentinho e eterno...

                                   Alexx Albert